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Shibari

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Introdução

Shibari

Shibari nunca foi realmente definido, não existe escolas ou regulamentos oficiais. É uma arte que evolui durantes os anos sendo desenvolvida por especialistas com os seus diferentes estilos pessoais.

Shibari enfatiza características como sensualidade, vulnerabilidade e força que pode proporcionar momentos bastante emocionais e uma prova de confiança com o parceiro.

Além de criar belos esquemas ou padrões com os posicionamentos da corda no corpo Shibari resulta em um aumento no nível de endorfinas sendo possível ter uma experiência de bem estar e descarga de adrenalina.

O posicionamento dos nós em certos locais pode também estimular pontos de pressão sobre no corpo, de uma forma semelhante a técnicas como de acupuntura e shiatsu.

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Cordas

As cordas utilizadas para a prática de Shibari devem ter 5 ou 6mm de diâmetro e 8 metros de comprimento. São maioritariamente usadas dobradas provocando assim menos tensão nesse ponto do corpo.

 

Tipos de cordas:

  • Juta (Jute) – a correcta para o Shibari
  • Cânhamo (Hemp) – alternativa
  • Algodão e Fibras sintéticas – para testes e para praticar apenas
  • Cordas de Escalada – inadequada

 

É importante o tratamento correcto das cordas por questões de longevidade, agradabilidade e usabilidade. O excessivo ou incorrecto uso das mesmas pode torná-las mais flexíveis e finas.

 

A quantidade de cordas utilizadas para praticar Shibari depende do nível em que a pessoa está. O básico para esquemas de Shibari “no chão” é um conjunto de 4 cordas e para suspensão começa a ser a partir de 8 a 10 cordas.

Origem

A origem do Shibari vem de uma forma de encarceramento utilizada no Japão entre 1400 e 1700 com uma incidência particular durante o Período Edo (1603 a 1868).

Os metais eram recursos praticamente inexistentes enquanto as fibras naturais, como a juta e o cânhamo, existiam abundantemente.

As cordas eram versáteis e o seu uso multifuncional. Eram usadas para pendurar armamento ou prender cavalos entre outras aplicações.

Como os policias e os Samurais não dispunham de prisões eram utilizadas as cordas para aprisionar ou restringir os movimentos criando assim uma arte marcial chamada de Hojojutsu.

As técnicas usadas para atar eram diferentes de pessoa para pessoa com o intuito de diferenciar a gravidade dos crimes mas também mostrar a honra e o status do Samurai.

 

 

Entre o final de século XIX e o inicio do século XX o Hojojutsu evoluiu para o Shibari e Kinbaku contemporâneo. As técnicas profissionais começaram a ser usadas pelos elementos das autoridades para fins pessoais na busca de novas formas de prazer

 

Importante – antes de praticar

A prática de Shibari tem riscos e pode causar danos graves nos participantes.

Existe o perigo de danificar nervos e os mesmos são difíceis de localizar.

É importante haver comunicação entre as pessoas envolvidas para correr tudo da melhor maneira. É aconselhável, anteriormente à sessão, combinar códigos, como apertos de mão.

As áreas a ter em atenção são: o pescoço, pulsos, interior do cotovelo, ombros, costelas, virilhas e joelhos. Não aplicar muita pressão nestas áreas vulneráveis!

Cuidado: Estes e outros perigos aumentam com a suspensão!

É aconselhável verificar regularmente o estado da pessoa atada e ter atenção a pormenores como a cor, temperatura e força das mãos pedindo à mesma para as apertar nas suas. Se começar a sentir má circulação do sangue a pessoa atada pode experimentar contrair os músculos para melhorar o seu estado, se persistir o melhor é desatar a pessoa com cuidado.

É nas mãos que se pode verificar se algum nervo no braço está a ser afectado e este diagrama pode ajudar a determinar quais os nervos para mudar as cordas da sua posição.

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Mais informação:

Rope Topia – Nerve and Circulation Problems

Places de corder – Flyer Nerve Damage

Esinem – Analysis of box-tie related suspension nerve injuries

Frozen Meursault – Nerve Injury Reference Card

Anatomy for Rope Bondage

 

 

 

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